VW SpaceFox
Reformulada traz mais requinte ao segmento familiar
A Volkswagen apresentou a perua SpaceFox alinhada com a segunda geração da família Fox e as novas linhas de design da marca. As mudanças estão na dianteira, traseira e, principalmente, no interior, que é o grande destaque do modelo. Sendo assim, vamos direto à cereja do bolo.
Lançada em 2003, a SpaceFox tinha o mesmo interior do hatch, com painel de instrumentos difícil de ler, plásticos de qualidade questionável e bancos duros demais. Assim como ocorreu no novo Fox, a Volks corrigiu estes defeitos e elevou o patamar de acabamento do modelo. Agora, a perua vem com forrações de tecido nas portas e, nas versões mais caras, couro até na manopla do freio de estacionamento. Os plásticos internos oferecem textura agradável ao toque e não se percebe arestas, indicando pouco esmero na fabricação.
A empresa caprichou também ao incluir 17 porta-objetos, com compartimentos espalhados nas portas, painel e console. De série, há ar-condicionado, vidros e travas elétricas, chave do tipo canivete, porta-malas elétrico e luzes dos piscas nos retrovisores. A tampa do bagageiro é aberta com um toque no trinco elétrico, que dispensa a maçaneta.
O SpaceFox concorre diretamente com o Fiat Palio Weekend e Peugeot 207 SW (leia comparativo entre as duas aqui). Seu diferencial é o espaço interno, mérito do teto elevado e o banco traseiro corrediço, único da categoria, que pode se mover longitudinalmente em até 150 milímetros. Com o recurso, o volume do porta-malas pode ir de 430 litros a 527 l.

Na traseira, a principal melhoria está no visual das lanternas. Quando estão acesas, mostram um padrão de luz exclusivo do modelo, permitindo que seja possível reconhecer o SpaceFox mesmo à noite. A mesma ideia foi adotada no Gol e Voyage (leia avaliação), caracterizando o que a Volks chama de “assinatura visual” da peça.

Não houve mudanças na mecânica. O único Motor disponível é o já conhecido 1.6 bicombustível, com potência máxima de 104 cavalos a 5.250 rpm e torque de 15,6 kgfm a 2.500 giros. As medidas externas também permanecem as mesmas, com 4,178 metros de comprimento, 1,657 m de largura e 1,547 m de altura.
Na linha 2011, as versões foram renomeadas e há quatro configurações possíveis. A mais em conta chama-se apenas SpaceFox 1.6 e parte de R$ 48.790. A mais cara, a Sportline I-Motion 1.6, conta com câmbio automatizado e borboletas atrás do volante para controlar a troca de marchas, com preço sugerido de R$ 57.860. Neste caso, faça as contas, pois um Renault Mégane Grand Tour 1.6 16V sai por R$ 55.930. Da mesma forma, um Citroën Picasso GLX 1.6 custa R$ 53.900, enquanto a Nissan pede R$ 52.690 pelo Livina 1.8 16V.
Veja os preços da linha completa:
SpaceFox 1.6 – R$ 48.790
SpaceFox I-Motion 1.6 – R$ 51.460
SpaceFox Sportline 1.6 – R$ 55.190
SpaceFox Sportline I-Motion 1.6 – R$ 57.860
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